CD autografado por amigo LuísGrupo Coral e Etnográfico do Ateneu Mourense
CD autografado por amigo LuísII-Artista escolhido
Rui Veloso
III- Respostas
3.1. És homem ou mulher?
Chico fininho
3.2. Descreve-te:
Nunca me esqueci de ti
3.3. O que as pessoas acham de ti?
Todo o tempo do Mundo
3.4. Como descreves o teu último relacionamento:
Porto Sentido
3.5. Descreve o estado actual da tua relação com a tua namorada ou pretendente:
Primeiro beijo
3.6. Onde querias estar agora?
Porto Covo
3.7. O que pensas a respeito do amor?
A paixão
Não invoquem o amor em vão
3.8. Como é a tua vida?
Lado Lunar
3.9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
Dia de Passeio
3.10. Escreve uma frase sábia:
Não há estrelas no céu
IV-Escolher 4 pessoas
Muito mais haveria a dizer mas o essencial está aqui....amei tudo!!!
Há dias assim...e nestes dias o que devemos fazer é...
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso in Expresso
Independentemente se concordar ou não concordar, é de facto um grande texto!!
Fiquei maravilhado...muito bom!!!
Existe nos EUA uma cadeia de supermercados(ou algo do género) chamada 7- eleven.
A 7-eleven esta espalhada por quase todo os EUA tendo 7500 estabelecimentos. Ate aqui tudo normal, só que esta cadeia tem uma particulariedade que a torna especial e diferente de todas as outras, especialmente em ano de eleições.
Na 7-eleven em altura de eleições só se vende o café única e exclusivamente em dois copos, um vermelho (republicanos) e um azul(democratas) e com isto conseguem fazer uma sondagem quase a nível nacional.
Ora vejam.



P.S- Esta musica sendo extensa quando apareceu foi muito criticada, chegando-se mesmo a dizer que era impossivel passar essa musica na rádio. Até que Freddie Mercury grava esta musica numa cassete e manda a um amigo locutor de rádio com um bilhete que dizia "Ouve a música mas guarda para ti e não passes isso na rádio." O que foi feito foi precisamente o contrário e assim que passou pela primeira vez na rádio foi uma loucura, nesse dia foi a musica mais passada na rádio. Desde ai "Bohemian Rhapsody" tornou-se um autêntico êxito, êxito que dura nos dias de hoje.
"(....)Vem jogar comigo um jogo,
Eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha,
Quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à Lua,
Gosto de ti desde a Lua até aqui.
Gosto de ti simplesmente porque gosto,
E é tão bom viver assim...
"Adivinha quanto gosto de ti" - Andre Sardet
Esta parte só esta parte é tudo o que dizemos um ao outro, o que passamos e o que vamos passar.
Daqui ate à lua...lembras-te?!!!

Jason Mraz
"I`m yours"